Uma das atitudes mais cobradas em uma pessoa que procura viver a fé, a união e o amor entre os irmãos, de sangue e em Cristo, é a calma e a paciência.
É bem verdade que devemos dar o exemplo e mostrar para o outro, as vezes através do silêncio e da conversa que não é necessária nenhuma briga ou discussão para que sejam resolvidos problemas. A questão é: E quando o outro lado não está nem um pouco preocupado com isso? Quando vem te tirar do sério onde quer que você esteja? O sangue sobe, não é mesmo? O estresse faz questão de bater a porta. Pois são nesses momentos que somos mais e mais postos a prova e, na maioria das vezes, caimos. Percebemos que toda aquela calmaria foi posta por água abaixo.
Deus nos ensina que devemos amar o próximo e dar o exemplo através das nossas atitudes. Mas também não podemos deixar que alguém nos ofenda sem resposta. É bem verdade que existe aqueles mais estressadinhos, aqueles que não pensam nem duas vezes em falar o que pensou. Mas e quando se trata de pessoas que já procuram viver em paz e é, estranhamente, tirado do sério? Nós temos que dar o exemplo, mas não podemos deixar que falem do jeito que bem entendem conosco. Estamos, então, ferindo o acordo feito conosco mesmo? Não. Estamos nos defendendo.
Outra questão é que não somos acostumados a tratar as pessoas com aspereza. Não há espaço para isso em um ser que procura estar bem consigo e com outros. Resultado: perdemos no quesito discussão. Afinal, não sabemos nem direito o que vem a ser isso! Como poderíamos responder a altura? E, quando tentamos, podemos até conseguir. Mas ficamos com o gosto do sentimento estranho em nossas bocas. Não sabemos reconhecer que sentimento é aquele direito. Pois, realmente, não fomos acostumados a ser rudes.

